sábado, 25 de julho de 2009

Na lembrança

Estou  afastada dos meus   blogs desde o dia 13 de  julho, quando  publiquei um texto explicando  minha ausência: meu  pai  fora internado  no  dia  9 e  estava sem tempo para  escrever.  Infelizmente, ele não resistiu a  uma   hemorragia digestiva que  o  consumiu  por   15 dias  e  faleceu na terça-feira, dia  21 de julho.  Na véspera, os médicos convocaram minha mãe  e  eu  para uma conversa: nada  mais se  podia fazer, pois  além da hemorragia alta, havia  também um terrível diagnóstico de metástase. Após o falecimento, nós  nos conformamos  porque   já nos  fora  dito o quanto ele  sofreria.



Ontem olhamos a pasta  de  documentos  de meu pai _ mais  organizado  impossível para esse tipo de coisa!_ e ali  encontramos fotos  antigas da  família,  a carteirinha  da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), recortes de jornal, cartas, cartões  de  Natal, o convite do casamento dos meus pais. Cada um se despede  do  jeito que  sabe ou consegue, eu  decidi fazer  um belo slide com parte das coisas que  encontramos.   





As fotos  escolhidas  contam  um pouco  da nossa  história. Eu  já contei aqui, no  texto  Coisas do Brasil - uma história familiar, que meu  pai  e seus irmãos chegaram ao estado do Rio de  Janeiro em 1940, após o falecimento  de minha  avó; meu pai tinha, então, 9  anos.  As fotos escolhidas retratam o momento em  que ele  foi  jornalista  na  Revista Vida Turfista,  o casamento com minha mãe, fotos  comigo,  o único retorno à sua  cidade natal  e, por  último  a  foto  com  minha tia   Cirene, também falecida. Havia muitas outras fotos – álbuns inteiros com fotos da  família, mas  eu  teria de pedir   permissão a   muita gente para  publicá-las.





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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do amigo

Meu blog continua  em  recesso pelos  motivos expostos  no  texto  anterior, mas eu não poderia deixar de agradecer o carinho que tenho recebido de todos.  

Feliz  dia do amigo!

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Blog em recesso

 

bilhete

 

Eu ando sumida dos blogs  há alguns dias e os  leitores  que me  seguem  pelo  Twitter já sabem o motivo: meu pai   foi internado às  pressas na semana  passada e eu  ando  sem tempo de escrever aqui e no Conversa de Português, apesar do período de recesso escolar.

 

Eu não sei  quando retomarei as  atividades  dos  blogs, uma  vez que  tenho  passado o dia  no  hospital ou  resolvendo coisas na  rua. Ficarei ausente das  minhas  publicações, mas  continuarei  acompanhando os amigos pelos   feeds. Quando  voltar, colocarei em ordem os presentes que  ganhei dos  amigos  blogueiros.  Beijos  pra   todos!

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domingo, 5 de julho de 2009

A cor púrpura



Uma das coisas que adoro  fazer aos domingos é  ver   filme. Nada de  domingões ou   programas do tipo; gosto  mesmo  é  de   ver os canais  de filme na TV a cabo  ou escolher  algum da  minha coleção de   DVD.  Nesta semana, encontrei, em   uma   loja,  uma dessas  produções que todo mundo  deveria  ver, mas  que  raramente achamos pra comprar (ou, pelo menos, eu   levo anos  pra achar):  A cor púrpura,  o  primeiro   filme da carreira de Whoopi Goldberg e brilhantemente  dirigido  por  Steven  Spielberg.





A narrativa é contada de   1906 a  1937 e é ambientada em uma  cidade do  estado  da   Georgia, sul dos Estados  Unidos -  os cinéfilos se lembrarão de E o vento levou (1939), ambientado  no mesmo  local. Quem  nos  conta a  história é  Celie, uma  adolescente calada, reprimida e escravizada, que  ora a Deus no  início do filme dizendo:  “Querido Deus, ele disse que eu  tinha que   fazer  o que a mamãe não faz!”; essa  oração  inicial  apresenta ao  espectador a sina de  Celie: violentada pelo pai, mãe de  dois  bebês, dos quais   logo seria  afastada, e vendida para que se calasse.


O pai  entrega  Celie a um estranho (Danny Glover), sujeito  cujo nome só  descobrimos  na metade  do filme e  a quem   nossa protagonista e sua  irmã chamam  apenas de  Mister (Senhor). Este age realmente como  se  dono  delas  fosse: Celie é, ao mesmo  tempo, a esposa e a escrava; Nettie recusa  o  assédio sexual e é  expulsa de casa. A partir daí, Celie perde o  contato  com  a irmã, mas conversa com ela  todos  os  dias  em  belas  “cartas mentais”.


A  vida de Celie  só muda quando  chegam Sofia ( Oprah  Winfrey) e  Shug (Margaret Avery), a   nora de  Mister e  uma cantora de cabaré que   não reconhecem  sua autoridade. Ambas mostram  a  Celie que  é possível  deixar  a  “prisão” imposta por Mister  e construir  uma nova  vida.  O encontro entre essas   três mulheres  e como elas se   influenciam  é o tema  da segunda   metade  do filme.


Whoopi Goldberg  faz, com  A cor púrpura, sua  estréia  no cinema, pelas  mãos de Steven  Spielberg, que  já  era  um   diretor renomado após dirigir grandes produções como  Indiana  Jones e os  caçadores da Arca Perdida (1981), ET- o   Extraterrestre (1982) e Poltergeist – o fenômeno (1982).  A atriz   construiu   sua  personagem apostando  na expressão corporal e na força do olhar. Celie, a cada cena torna-se mais calada  e reprimida; Whoopi assume, então,   uma postura  encurvada e servil, um andar desengonçado,  um olhar que  jamais   se  levanta e uma  voz quase  inaudível: características  de  uma personagem  que   tem medo de   falar, de pensar e de viver. Celie é o oposto de  Sofia e  Shug, duas  mulheres altivas, de  olhar superior e  voz  alta, que  recusam a  autoridade  de  qualquer  pessoa.


A cor púrpura concorreu  ao  Oscar de  melhor filme em    1985, mas  naquele  ano  o  vencedor foi Entre dois amores


Ficha técnica:
Ano de produção: 1985
Título original:  The  color  purple
Direção: Steven  Spielberg

Elenco: Whoopi Goldberg,  Oprah  Winfrey, Margaret  Avery,  Danny Glover, Adolph  Caesar
Direção de  fotografia: Allen  Daviau
Desenhista de  produção:  J. Michael  Riva
Edição: Michael  Khan
Produção:  Steven  Spielberg,  Quincy  Jones, Kathleen Kennedy,   Frank  Marshall

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Banalização da violência

Quem mora no Rio de Janeiro, especificamente na área da Leopoldina, viveu hoje um dia de terror e medo de sair de casa decorrente de uma operação policial na região.

Os moradores da região próxima  a  Madureira (Irajá,  Vaz Lobo, Vicente de  Carvalho...) foram acordados essa manhã com os sons de  um forte tiroteio travado entre policiais  e  bandidos em  uma   favela  das redondezas. As  autoridades  estavam  cumprindo  um mandado de  busca e apreensão de  carga  roubada;  o  confronto virou   notícia nas  principais  emissoras de rádio e TV.  Quem mora  local pôde  ouvir os  estampidos e ver passarem os  helicópteros. Por medida de segurança, as  estações de metrô mais próximas _ Vicente de Carvalho e  Tomás Coelho _ foram   fechadas. Em um dos  telejornais  da  noite, entrevistou-se a diretora de  uma escola  perto da favela e vi, com  bastante surpresa, seu  comentário sobre o tumulto: "Não foi  um tiroteio normal, como os  que ocorrem todos  os  dias;  esse foi  muito  violento". Pergunto: há  tiroteios  não violentos?

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