Banalização da violência
Quem mora no Rio de Janeiro, especificamente na área da Leopoldina, viveu hoje um dia de terror e medo de sair de casa decorrente de uma operação policial na região.
Os moradores da região próxima a Madureira (Irajá, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho...) foram acordados essa manhã com os sons de um forte tiroteio travado entre policiais e bandidos em uma favela das redondezas. As autoridades estavam cumprindo um mandado de busca e apreensão de carga roubada; o confronto virou notícia nas principais emissoras de rádio e TV. Quem mora local pôde ouvir os estampidos e ver passarem os helicópteros. Por medida de segurança, as estações de metrô mais próximas _ Vicente de Carvalho e Tomás Coelho _ foram fechadas. Em um dos telejornais da noite, entrevistou-se a diretora de uma escola perto da favela e vi, com bastante surpresa, seu comentário sobre o tumulto: "Não foi um tiroteio normal, como os que ocorrem todos os dias; esse foi muito violento". Pergunto: há tiroteios não violentos?




Pois é, a sociedade está liquida com diz Baumann, nada tem consistência, nada é feito para durar, é tudo muda com grande velocidade e cenas de morte e violência, ficam banais.
Aqui em São Paulo eu conheci o Padre Jaime Crowe do Jardim Ângela, lá o índice de homicídios era maior que em Medelim na Colômbia na guerra entre traficantes, mas ele mudou a realidade, hoje o Jardim vive uma dita "normalidade", mudou unindo a comunidade e trabalhando o lado social. Para não me alongar, eu acredito que a TV, os filmes que são a cultura dos dias de hoje tem grande influência em todo este processo. Abs
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Andréa Motta