Corpus Domini
Ostensório ou custódia
No ostensório é levada a sagrada eucaristia
Corpus Domini e Corpus Christi são expressões latinas que representam um grande momento para os religiosos católicos; em língua portuguesa, elas significam Corpo do Senhor e Corpo de Cristo. A festa de Corpus Christi foi instituída em 1264 pelo Papa Urbano IV e comemora a instituição da santa eucaristia.
Esta festa religiosa é sempre celebrada na segunda quinta-feira após o domingo de Pentecostes. No texto O Corpo e o Tapete, publicado em maio de 2008, eu explicava que
Pentecostes é celebrado 50 dias após a Páscoa e sua comemoração já estava presente nos escritos bíblicos e ficou marcado, no livro dos Atos dos Apóstolos, como sendo o momento em que Espírito Santo pousou sobre os presentes, em forma de línguas de fogo. A festa de Corpus Christi, por sua vez, tem origem na Idade Média e fazer lembrar o corpo e sangue ofertados por Cristo na cruz e na eucaristia (do grego "eucharistein" e "eulogein". Estas palavras lembram as bênçãos judaicas que proclamam, sobretudo durante a refeição , as obras de Deus: a criação, a redenção e a santificação).
Quando o Papa Urbano IV instituiu o dia de Corpus Christi, pediu aos fiéis e religiosos que dele fizessem uma grande festa , com luxo nos paramentos, objetos sagrados e nos trajes das pessoas. Na ocasião, São Tomás de Aquino compôs um dos mais belos hinos religiosos católicos - Tantum ergo sacramentum.
Tantum ergo sacramentum
Veneremur cernui
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui
Præstet fides suplementum
Sensuum defectui
Genitori, genitoque
Laus et jubilatio
Salus, honor, virtus quoque
Sit et benedictio
Procedenti ab utroque
Comparsit laudatio
Tão Sublime Sacramento
Veneremos curvados
E a antiga lei
Dê lugar ao novo rito
A fé venha suprir
A fraqueza dos sentidos
Ao Pai e ao Filho
saudemos com brados de alegria,
louvando-os, honrando-os, dando-lhes
graças e bendizendo-os
Ao Espírito Santo que procede de ambos
Demos os mesmos louvores
Hoje, a memória da origem dessa festa para celebrar o Senhor é desconhecida pela maioria dos fiéis; porém, a luxuosidade pedida em 1264 ficou em nossa memória coletiva e as cidades do mundo inteiro se cobrem de tapetes de flores, sal, serragem, borra de café, e tudo o que possa fazer uma festa colorida.
Fontes de pesquisa:
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CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Petrópolis: Vozes, 1993. -
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Lindo isso, Andréa. A religiosidade pode ser bela qdo contada assim com tanto significado. Gostei muito dos tapetes de flores.
Oi, Andréa! Obrigada pela visita e pelo comentário. Devo te confessar que me sinto desmotivada diante de tanta mediocridade, falta de compromisso...meu Deus, "ler" um texto literário não é coisa fácil, "entender" o texto e, a partir dele, "ver" o mundo é uma dádiva e ainda assim somos taxados de "retardados" e, como vc bem disse, ainda existem colegas que não sabem lecionar "isso", mas o que fazem então no magistério...parece que o mundo virou de cabeça para baixo (ou será que fomos nós?). abçs!!
Afora o entorno sogmático que encerra as histórias do estabelecimento de critérios religiosos, é de grande criatividade as idéias que procuram prostrar-se diante do Providencial.
Por já ter você compartilhado momentos escritos conosco, Koly e eu, a propósito, te convidamos a nos revisitar.
Voltamos a blogar!
Com algumas mudanças, é verdade, mas com o mesmo afeto. Partilhe um pouco do seu conosco!
Quantas coisas tenho aprendido consigo.
Um abraço
Andréa ,
Estou sentindo saudades de vc.Apareça lá no Compartilhando as Letras.Grande beijão
Olá, gostei muito de conhecer seu belo blog.
Parabéns!
Deus te abençoe.
Beijos de paz.
Com apreço,
CelyLua, Amiga e fã do seu blog.
Muito obrigada!
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Andréa Motta