terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Portabilidade e dor de cabeça


Durante anos  os  usuários de  telefonia fixa  e  móvel sofreram  com  os abusos das  operadoras. Recentemente,  foi   implantado  no Brasil   o   sistema  de  portabilidade, ou seja, o número deixa  de  pertencer  à  operadora de telefonia  e passa ser  propriedade do  usuário.  Animada com  a novidade e desiludida  com  os serviços que me eram  prestados, decidi  trocar a operadora do meu  celular.

Após duas  semanas  olhando sites de  operadoras, decidi para qual eu  levaria  meu número.  Dirigi-me a  um  stand  e  solicitei a  migração que, de acordo  com  um funcionário   extremamente  educado,  só  ocorreria  em    18 de   fevereiro. Na  data marcada, o telefone começou a  funcionar com  o  novo  sinal e  os meus  problemas  começaram.

Assim  que  coloquei  o  chip da  operadora  nova _ a  Vivo _  fiz o teste  com  os telefones  de  casa:  fixos e  celulares dos pais;  consegui ligar para todos. Testei ligar dos  outros aparelhos  para o meu: fixo  de casa , celular  do meu pai, outro fixo da casa, celular  da  minha mãe.  Foi  justamente  nesse  momento que a dor de cabeça  começou; descobri que o  celular  da minha   mãe  não faz   chamadas  para o meu, pois  a  OI, operadora à qual pertencia meu  número, transmite a  seguinte mensagem:  “Oi  informa: o  número  chamado não  existe!”.  Resolvi  fazer  novo   teste:  liguei  a  cobrar;  para   a minha  surpresa, a   ligação foi realizada com  sucesso.  A fim de  solucionar o  problema, telefonei para  a  Vivo, mesmo sabendo  que o problema  não era deles. A  atendente , obviamente,   não   achou  nada  de errado  com  minha   linha.

Esperei passarem   os  dias  de   folia carnavalesca e  resolvi telefonar  para  a  OI. Após  tentar, por cinco minutos,  ser atendida em  cinco  opções  diferentes, consegui falar com  alguém (Mas a  lei de   atendimento  em   telemarketing não   tinha  mudado?).  Como eu esperava, a funcionária  da  Oi disse-me que  nada  poderia  ser  feito, uma vez que a  minha   linha   não pertence mais à operadora. Questionei o motivo pelo  qual  eles informam a   inexistência de minha  linha, após eu  ter  feito a  portabilidade; ela   repetiu a frase de que   não   havia nada a   fazer e   já ia desligar sem  me dizer o   número do  protocolo.  Só  o   fez porque eu   insisti.  De posse do  protocolo,   liguei  para a  Anatel e  registrei  a  queixa.  Agora terei de  esperar   cinco  dias  úteis para que a operadora   resolva  o problema.

Fui  dar  uma olhadinha no  site da  Anatel  e  descobri   um ranking dos campeões de queixas  em   telefonia móvel.

1 Comentário(s) no Blogger:

Anônimo,  12 de março de 2009 20:50  

Estou com o mesmo problema, mas no meu caso nao e so com o telefone da TIM do qual eu era, mas tambem com a telefonia fixa. Fiz minha portabilidade no dia 02.03.09 e foi concluída no dia 05.03.09. ate o momento ninguem arrumou uma solucao para nosso problema. O que vejo, descaso, operadores derrubando a linha ou dando respostas e desculpas para o problema totalmente inexistentes. O que fazer?? Voltar para a TIM e continuar tendo o problema de sinal que tínhamos, ou ficar na Vivo na qual comprei um IPHONE e que nunca fui tao destratada por uma companhia como esta
Todas......nao recomendo, se alguem pode viver sem celular, siga meu conselho e viva

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