Voto Consciente
Outro dia conheci um blog chamado Voto Consciente, de onde copiei a imagem que introduz este texto. Descobri ali uma proposta interessantíssima e com a qual me identifiquei logo: em 1 de outubro publicar um texto sobre a importância do voto, nem o voto em branco, nem o voto nulo, mas o voto consciente.
Transcrevo de lá um trecho do artigo:
Vamos levar, com as palavras, a importância de um eleitorado atento, vigilante e participativo para o futuro harmônico e vitorioso que nosso país merece ter.Como fazer isso? Muito simples: Escreva um texto em seu blog sobre a importância do Voto Consciente e do Voto Cidadão para que possamos mudar a realidade nefasta que se apresenta a nossa nação sofrida e que já não agüenta mais tanta corrupção e injustiças
Em junho de 1890, foi publicada a lei que daria origem a primeira Assembléia Constituinte do Brasil, que culminou na eleição do primeiro presidente da República, e em 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a primeira Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil.
Com a promulgação da Carta, novas reivindicações surgiram a respeito do processo eleitoral: lutava-se pelo direito ao voto secreto e pelo voto feminino. Na época, alguns políticos argumentaram contra a participação feminina, alegando que esta provocaria “a dissolução da família brasileira”, enquanto outros diziam que a mulher “não tinha capacidade intelectual para votar”. Sobre esta luta pelo voto das mulheres, uma cena da novela Cabocla, recém-reprisada pela Rede Globo, retratou bem a época: o personagem Coronel Boanerges ( Tony Ramos), candidato a deputado estadual, dizia que o fato de as mulheres não votarem não lhes tirava a influência sobre os maridos e, por esta razão, deveriam também votar. O primeiro estado brasileiro a admitir o voto feminino foi o Rio Grande Norte, através de uma lei de 1927; em 5 de abril de 1928, as eleitoras do estado votaram pela primeira vez, mas o pleito foi cancelado pelo Senado. Somente em 1932 , o Código eleitoral passou a considerar como eleitor “qualquer cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo…”. No mesmo ano, institui-se o voto secreto.
Após anos de lutas pelo direito ao voto de todos (sufrágio universal, como está escrito na legislação), o brasileiro se vê preocupado com questões éticas na hora de votar. As eleições municipais acontecerão em 5 de outubro e muitos ainda não têm candidatos. Tenho ouvido constantemente três frases: “ Não gosto de política” (e essa eu respondi aqui no blog com o texto “Analfabeto político”, de Bertold Bretch), “Político é tudo corrupto, esse país é uma vergonha!” e “Temos de votar com consciência!”.
Bertold Bretch dizia que o “analfabeto político não sabe que da sua ignorância nasce o político pilantra e vigarista”. Se temos políticos corruptos, caríssimo leitor, tratemos de fazer a mea culpa, pois foi o nosso voto que o elegeu; temos os políticos que merecemos e escolhemos. E cá entre nós: ninguém vira mau cárater de um dia para o outro; como cidadãos, eles certamente já demonstravam desvios de conduta: suborno ao guardinha para não anotar aquele estaciomento em local proibido ou o avnaço naquele sinal vermelho ; a cervejinha do policial a fim de evitar a multa por ter bebido demais e outras coisinhas…O nome disso tudo perante a lei é corrupção ativa e não se refere apenas aos parlamentares não! Então por que o espanto quando o seu vereador aparece na imprensa sob acusação de ter subornado um aqui, outro ali? O suborno só ficou mais caro! A questão é se ele será merecedor do seu voto em outro pleito ou não…
É neste ponto que entra a idéia do voto consciente. Aurélio Buarque de Holanda me diz que consciência é , entre outros conceitos, “o cuidado com qual se realiza uma tarefa, se cumpre um dever; senso de responsabilidade”. É nosso dever pensar com responsabilidade sobre aquilo que queremos para a educação, a saúde, a segurança pública: coisas que a Constituição de 1988 diz ser “ direito de todos e dever do Estado”.
Abordagem semelhante também fiz nos seguintes textos:
NepotismoPolítica dez reais





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Andréa Motta