"O Rio de Janeiro não está sob controle..."
"O Rio de Janeiro não está sob controle" foi a frase proferida, durante um ato falho, pelo secretário de segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, em entrevista a Ana Maria Braga. O secretário preparava-se para deixar sua mensagem de solidariedade aos pais do menino João Roberto, morto em uma ação desastrosa da polícia , no último dia 6.
João Roberto, um menino de apenas 3 anos, estava no carro com a mãe, quando esta encostou o veículo para dar passagem à uma viatura policial. Supreendentemente, os policiais desceram e alvejaram automóvel de Alessandra Soares com tiros de metralhadora; João foi atingido na cabeça e faleceu na segunda-feira, dia 7 de julho. A corporação tentou amenizar o "incidente" dizendo terem policiais confundido o carro da família com o utilizado pelos bandidos que estavam sendo perseguidos e que a motorista não teria parado. No entanto, câmeras de prédios próximos mostram o momento exato em que Alessandra parou seu carro e os policiais atiraram. Na quinta-feira, Alessandra e o marido, o taxista Paulo Roberto, foram entrevistados no programa de Ana Maria Braga e disseram que não aceitam os pedidos de desculpas do secretário, nem do governador Sérgio Cabral.
Alessandra e Roberto têm razão quando dizem que a morte de seu filho é imperdoável. Não se pode perdoar uma polícia mal formada, incapaz de abordar um automóvel parado. Alessandra, de acordo com as imagens registradas pela câmera de um prédio, ainda jogou a bolsa pela janela, em uma tentativa de rendição que nem lhe cabia. É imperdoável essa sensação de insegurança sentida por todos que moram aqui, mas como disse o pai de João, em sua entrevista, "nós não temos de mudar de cidade ou de país", é preciso que as políticas de segurança pública sejam revistas. As polícias do Rio de Janeiro _ civil e militar _ estão constantemente envolvidas em ações desastrosas, seja em denúncias de corrupção ou em situações como a de domingo. Não é possível que qualquer um seja considerado apto a exercer a função policial. É preciso que a formação destes homens seja revista.
Leia sobre o caso João Roberto ou assista ao vídeo com a entrevista de Alessandra e Paulo Roberto.





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Andréa Motta