Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Ainda o Seu Jota

Na quarta-feira, dia 9 de julho, escrevi um artigo sobre Seu Jota, um cordelista da Baixada Fluminense. Dois dias depois, abri minha caixa de email e lá estava um texto de Tião Queiroz, amigo e leitor deste blog; era um poema em homenagem a Seu Jota. Enviei imediatemente uma mensagem ao Tião, pedindo sua permissão para expôr seu texto; a resposta veio ontem: "E você precisa da minha permissão pra alguma coisa?". Obrigada, amigo querido, por este belo texto.

Sobre Seu Jota


Se vc não me respeita,não me escuta.
Se apenas se limita a corrigir meus erros pela norma culta, ao seu coração as emoções faculta.
O que tenho pra dizer é bem mais...
...que um simples chamar à porta.
Quem chama, e para que, pode fazer a diferença.
Se for a vida, bate com força e é ligeira na batida.
Tal qual a rima veloz que acelera as linhas da missiva apaixonada.
Chega a molhar o papel de tanto suor e tanta baba.
Se for a morte, esteja com a sorte a seu favor, e muito argumento de negociador
Pois é como fosse uma serpente que sai da boca em forma de língua retorcida.
E as palavras ferem como fossem pedras lançadas aos ouvidos.
No repente dificilmente a mente mente, pois sai da boca o que a gente realmente sente, e não aquilo que alguém mandou a gente sentir.
Mas afinal de contas, a quem interessa uma língua de cobra sem veneno?
Pra que nos serve a língua se não somos seus donos?

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Andréa Motta

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